Textos

18 de dezembro de 2013

As melhores leituras de 2013

Nessa época do ano, quase todos os sites/revistas fazem as suas retrospectivas, com as listas dos melhores e piores do ano.

Já a nossa lista vai ser de um item só. Perguntamos aos autores, colaboradores e amigos da Confeitaria qual havia sido a melhor leitura de 2013 — ainda que não tivesse sido publicada nesse ano. Podia ser também um texto, um post de blog ou de Facebook.

O resultado nós vamos dividir aqui, para inspirar vocês que também são apaixonados por boas leituras, como nós.

 

Aline Valek, autora da Confeitaria, escritora e organizadora do livro Universo Desconstruído, ao lado de Lady Sybylla:

“O livro Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue Vai-e-Volta, de Ariano Suassuna, me marcou especialmente pela delícia que é a linguagem do Suassuna e pelos elementos que ele reúne na história: fantasia, política, humor, romance, poesia. A aventura de Quaderna nesse épico do sertão é divertida e dramática – e ainda foi uma aula de história do Brasil. É o tipo de leitura que me inspira.”

 

Ana Guadalupe, autora convidada da Confeitaria e uma das principais poetisas contemporâneas no Brasil:

“Minha leitura preferida foi O Estrangeiro, do Albert Camus. Foi o livro em prosa que me marcou em 2013. Fazia muito tempo que não chorava com um livro e agora entendo o por que sempre me indicaram o Camus.”

 

Ana Luiza Gomes, autora da Confeitaria e do blog A Pattern a Day:

“As histórias do Pedrinho Fonseca no Loja de Histórias foram das melhores leituras de 2013. Depois, O Fole Roncou! Uma História do Forró: ganhei este livro de presente do meu namorado. Passamos dias na praia lendo um para o outro páginas e mais páginas sobre as migrações nordestinas, descobrindo novas gírias do nosso velho português e refazendo nossa história até um Brasil com S. 2013 também foi o ano dos livros infantis em massa na minha biblioteca. Os Pássaros, de Germano Zullo Albertine, vencedor de melhor livro de ilustração de 2012 pelo NY Times, é dos mais maravilhosos que já li. Aliás, que já vi. Sem nenhuma palavra, Os Pássaros falam tudo. Ainda em 2013, passei por um momento dificílimo de recomeço e uma amiga me emprestou Cartas a Um Jovem Poeta, de Rainer Maria Rilke, para ler. ‘Uma forma de te abraçar’, dizia o recado dela. Passaram-se alguns dias, cheguei para visitar minha mãe que me recebeu com um presente, o seu livro de cabeceira da adolescência, o mesmo, guardado com a poeira e amarelado pelo tempo.”

 

Ana Paula Magalhães, autora da Confeitaria e do blog Ainda Estou Bêbada:

“Por morar fora do Brasil por mais de 5 anos, acompanhar a cobertura das manifestações foi um grande marco nas minhas leituras do ano de 2013. Eu mal conseguia trabalhar, ficava lendo e procurando notícias o dia inteiro e, de longe, me retorcia de agonia por ver meu país daquele jeito. Também não posso deixar de citar o texto Carta para Júlia, da Fernanda Couto-Rothgiesser, publicado na Confeitaria. Chorei ao ler e pensar em como nós, mulheres e meninas de 17 anos, ainda somos massacradas por uma sociedade machista, hipócrita e, muitas vezes, por nós mesmas. Para fechar o ano, estou relendo o Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, que é para lembrar do tanto que a vida pode ser mais leve, quando estamos nos cobrando demais.”

 

Carolina Delgado, autora convidada da Confeitaria, antrópologa e criadora do Say it loud:

“Esses dois textos sobre mãe e filhos (aqui aqui) marcaram o meu ano. Educar uma criança, pra mim, é como cuidar de uma plantinha: quando você vacila, quase nunca é por falta de amor. Teve também Hanói, livro da sempre linda Adriana Lisboa. Eu gosto de como ela consegue colocar delicadeza na vida como ela é, sem muitos rodeios, mas sempre deixando a gente acreditar que em qualquer lugar tem uma brecha pra felicidade (e que isso tem um significado diferente pra cada ser humano no planeta). Ah, e reler Roy Wagner, em A Invenção da Cultura, dizendo que antropologia é, mais do que tudo, um trabalho de criação foi o suficiente pra voltar com tudo pra um antigo projeto do coração.”

 

Carolina Lancelloti, autora da Confeitaria e diretora criativa da emag aLagarta:

“Esse ano pra mim foi um ano de muito trabalho, novos empregos e aprendizados. E, consequentemente, de pesquisa. Adorei essa citação, retirada de uma entrevista com Luciana Stein, sobre essência x tendência: ‘Eu não acordo todo dia e me vejo como uma caçadora de coisas cool. Eu quero descobrir alguma coisa significativa, que fale de uma nova maneira a respeito da época em que eu vivo. Coisas cool têm em qualquer lugar. A gente não tá procurando qualquer coisa. Eu tenho vergonha dessa coisa novidadeira.’ E o texto Céu de Janeiro, da Veronica Fantoni, publicado em aLagarta, edição 14.”

 

Cinthia Pacueto, autora da Confeitaria, jornalista e editora da emag aLagarta:

“Eu adoro histórias de ficção/policial/drama. Neste ano, o livro que me fez parar a vida para chegar logo na última página, despertando, simultaneamente, amor e revolta em mim e em todo mundo com quem comentei e já o leu (do tipo: “que raios de final é esse? Que livro foda!”) foi Garota Exemplar, de Gillian Flynn. Acho que livro bom é isso, sabe? Prende a atenção e desperta algum tipo de sentimento. Na internet, meu voto vai para os textos do Think Olga. Li e recomendei vários.”

 

Daniela Antoniassi, autora da Confeitaria, estudiosa de Antropologia e Psicologia:

“Esse ano, pra mim, foi menos de Literatura do que de Antropologia, Sociologia e Psicologia. É difícil pensar em um autor só, quanto mais em uma só obra. Mas o que me vem forte à cabeça agora é o sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Ele escreve sobre os tempos contemporâneos, que alguns autores chamam de pós-modernidade, e ele preferiu chamar de “modernidade líquida”. O livro dele que mais me interessa nesse momento, porque tem a ver com o tema da minha tese, é Amor Líquido. Além do assunto interessantíssimo, o livro é muito bem escrito, numa linguagem acessível, mesmo pra quem não é das ciências sociais. Estou lendo, relendo, grifando, fazendo notas. Virei fã do velhinho.”

 

Daniela Arrais, autora da Confeitaria, sócia da Contente e criadora do blog Don’t Touch My Moleskine:

“Aqui vão os meus preferidos do ano: This Is How You Lose Her, de Junot Díaz. O Filho de Mil Homens, de Valter Hugo Mãe. Festa do Covil, de Juan Pablo Villalobos. You and I, do Ryan McGinley. Divórcio, de Ricardo Lísias. Todos Nós que Adorávamos Caubóis, de Carol Bensimon.”

 

Débora Andreucci, criadora da InspirationPage ao lado das irmãs Dani e Bia Andreucci:

“Meu site (hahaha), o livro O Escolhido Foi Você, da Miranda July, e um livro de mantras budista. Também gosto de ler o blog Já Matei Por Menos, da Juliana Cunha.”

 

Débora Cassolatto, autora convidada da Confeitaria, redatora publicitária, dj e criadora do tumblr Ouvindo Antes de Morrer:

“O texto Peça, de Ana Paula Magalhães, aqui na Confeitaria, me marcou. Quando eu era bem pequena, ainda criança, vi uma moça chorando de um jeito que ainda nem sabia que existia.  Sentada, no chão do ponto de ônibus do shopping, estava toda vermelha, num choro convulsivo, como se o mundo tivesse acabado. Minha vontade foi ir lá (muito mais por curiosidade do que por solidariedade) e saber o que tinha acontecido. Minha mãe, claro, não deixou. E eu, claro, me pergunto até hoje o que se passou.  Mas queria poder ter falado que “a vida virava filme depois de um tempo” pra ela. E pra mim mesma também.”

 

Domênico Massareto, autor da Confeitaria, escritor, roteirista e publicitário:

“O livro de 2013 pra mim foi Ficando Longe do Fato de Já Estar Meio Que Longe de Tudo, de David Foster Wallace. O tuíte do ano foi ‘If you’re the smartest person in the room, you’re in the wrong room.’ E o melhor post de Facebook foi do Renato Kaufmann: ‘existem dois tipos de pessoas: as que sabem extrapolar a partir das informações existentes’.”

 

Duda Borelli, autora convidada da Confeitaria e redatora publicitária:

“O livro O Poder da Kabbalah – 13 Princípios para Superar Desafios e Alcançar a Plenitude. Apesar do título com tom de autoajuda e a citação da Madonna na capa, a curiosidade foi maior que o preconceito e o ceticismo. Para minha surpresa, a Kabbalah é uma filosofia que tem tudo a ver comigo, e com a minha certeza de que a única coisa sobre a qual podemos ter controle somos nós mesmos e a forma como reagimos aos outros e aos perrengues da vida. Resumindo: é um livro good vibe.”

 

Eglair Quicolli, autora da Confeitaria e criadora da Madame Trapo:

“O livro que mais gostei de ler esse ano foi Orlando, de Virginia Woolf. Minhas impressões estão nessa resenha aqui.”

 

Fabiane Secches, editora da Confeitaria:

“O livro que marcou o meu ano foi Barba Ensopada de Sangue, do Daniel Galera (Companhia das Letras). Foi uma das primeiras leituras de 2013 e me acompanhou o ano todo de alguma forma (como fazem os bons livros). Além dele, um livro infantil entrou para a minha lista de favoritos da vida: O Pato, a Morte e a Tulipa (Cosac Naify), do alemão Wolf Erlbruch (vencedor do prêmio Hans Christian Andersen pelo conjunto da obra). Uma maneira honesta e sensível de falar sobre solidão, amor e morte. Também adoro a coletânea de O Pintinho, da Alexandra Moraes, publicado pela Lote 42, que retrata a maternidade e as relações contemporâneas de maneira inteligente e divertida. Já sobre os projetos na internet que mais me comoveram: o site Think Olga e o projeto Humans of New York. Ambos fizeram o Facebook, e o mundo, um lugar melhor para mim em 2013.”

 

Fábio Martinelli, autor da Confeitaria e músico:

“O livro mais marcante foi o Beginning of Infinity, do astrofísico David Deutsch. Ele está em busca da teoria física que explicaria tudo, incluindo as experiências humanas. Parece árido mas capítulos como ‘Why are flowers beautiful?’, versando sobre como existe comunicação entre uma espécie e outra e o papel da estética no universo, estão naquele lugar onde a ciência torna-se filosofia e deságua em poesia. Tem uma resenha bacana aqui. Já as gargalhadas mais altas do ano foram com Ficando Longe do Fato de Já Estar Meio Que Longe de Tudo, de David Foster Wallace.”

 

Flávia Stefani Resende, escritora e minha parceira na criação da Confeitaria:

“Eu li em 2013 e amei: O Filho de Mil Homens, de Valter Hugo Mãe. Cinzas do Norte, de Miltom Hatoum. O Útero é do Tamanho de um Punho, de Angélica Freitas. The Best American Essays of 2013, com edição da Cheryl Strayed. The Luminaries, de Eleanor Catton, que ganhou o prêmio de melhor ficção de 2013. Men We Reaped, o memoir da Jesmyn Ward que eu amo de paixão. A House in the Sky, de Amanda Lindhout e Sara Corbett. E o artigo I was a Maniac Pixie Dream Girl, que eu adoro. Essas foram minhas principais leituras de 2013.”

 

Francine Bittencourt, autora da Confeitaria, escritora e redatora publicitária:

“Para mim , esse ano foi do Michel Laub: Diário da Queda e A Maçã Envenenada, ambos da editora Companhia das Letras.”

 

Guilherme Nunes, diretor de arte, fotógrafo e criador do El Gram Museum:

“Eu tenho uma memória razoável,  mas ela sempre falha nessas ocasiões de lembra-aí-o-melhor-qualquer-coisa-desse-ano.  Enfim, salvo esse meu problema, esse texto do blog Do Seu Pai, é um que vira-e-mexe vou lá reler. Pela foto, pelo texto e pela imaginação. De um dia ter uma família assim. Tão bonita, tão unida. Obrigada, Pedrinho Fonseca.”

 

Inaê Fonseca, autora da Confeitaria e redatora de conteúdo:

“O projeto We Think Alone, da Miranda July: ’20 e-mails over 20 weeks’.”

 

James Scavone, autor da Confeitaria, escritor e sócio da agência Salve:

“São dois livros. Um de não ficção e uma ficção. O primeiro foi o The Art of Betrayal – the secret history of the MI6. É um compêndio absurdo de bom de todas as grandes histórias de espionagem durante a guerra fria. Fiquei fã de Kim Philby, o espião inglês que tinha acesso a quase todos os segredos da CIA e do MI6 e que depois escapou para Moscou por acreditar no socialismo. Um agente-duplo que chocou o mundo da inteligência e, tenho certeza, inspirou a criação do personagem professor/amante de Serena, último livro de Ian McEwan. O outro foi O Navegador, romance de Jules Roy – de quem nunca ouvira falar. Foi meu pai que me jogou na mão o pequeno livro envelhecido e disse: ‘era um dos preferidos do seu avô’. Daí que se tornou um dos meus também. De cara. Mesmo sem abrir. A edição que chegou até mim foi traduzida por José Saramago em 1959 e é realmente impressionante. É um livro bastante sensível sobre alguns dias na vida de um piloto de bombardeiro da segunda guerra. Sobre pequenos medos e grandes amores em uma época que deveria incentivar o oposto.”

 

Jan Bitencourt, autora da Confeitaria e escritora:

“Li muitos contos para a oficina de escrita que comecei a dar esse ano e Alice Munro foi minha grande descoberta. O universo feminino, a capacidade de ser simples e profunda ao mesmo tempo, a escolha de temas em que as protagonistas parecem sempre gauche me conquistaram (tem um link bacana que fala mais e melhor sobre a ganhadora do Nobel desse ano).”

 

Juliana de Faria, autora convidada da Confeitaria, jornalista e criadora do Think Olga:

“A leitura que mais me marcou em 2013 foi a série A Gata, de Laerte. Nas tirinhas, você conhece a história de sua bichinha de estimação, que ficou paralítica depois de levar um tiro de chumbinho. Me sinto mais humana quando leio Laerte.”

 

Lorena Goretti, autora da Confeitaria e redatora publicitária.

“Com um atraso de décadas, li este ano A Revolução dos Bichos e ele foi, de longe, a minha melhor leitura de 2013. Orwell conseguiu mexer com a percepção que eu tenho das relações de poderes – e que vão muito além de pensar nos políticos corruptos. O livro me fez pensar nas minhas relações com os outros. No quanto as pessoas ao nosso redor (eu também) reclamam da política, do sistema, dos impostos, mas que, em outros aspectos, agem como se fossem “mais igual que outros” (uma das frases mais geniais da vida). Em um ano de inúmeras manifestações, de insatisfação com o presente, com o governo, com as relações com o mundo e com o outro — pelo menos no meu caso — A Revolução dos Bichos consagrou o meu ano de leituras.”

 

Luanda Fonseca, autora da Confeitaria e consultora de estilo na Basique:

“Esse ano, li Não Há Silêncio que Não Termine, a biografia da Ingrid Betancourt, e fiquei bem impressionada. Mas o blog Do Seu Pai está entre as melhores coisas do ano para mim, sem dúvida!”

 

Marcia Olivia Granja, autora convidada da Confeitaria e criadora do projeto Sonhos num potinho:

“O livro Paris é uma Festa, porque mostra um Hemingway sentimental. Nada de busca sobre si mesmo. É o escritor e o homem fazendo uma viagem à década de 20, onde recaptura a felicidade perdida.”

 

Renata Miwa, autora da Confeitaria, designer, ilustradora e artista plástica:

“Patti Smith e seu  Just Kids. Foi um livro dado pela minha amiga. Era o favorito dela, que leu várias vezes (estava todo amassadinho). Eu amei assim. Além disso, a história da Patti e do Robert é linda e, morando em NY, deu pra me imaginar dentro do livro”.

 

Renato Kaufmann, autor da Confeitaria, redator publicitário, escritor e criador do blog Diário Grávido:

“A leitura mais marcante do ano foi Judecca, uma webcomic britânica que ainda nem está pronta.”

 

Tatiana Giglio, autora da Confeitaria, redatora, designer e colaboradora no Update or Die:

“Das coisas mais incríveis que li esse ano: por mais clichê que pareça, a biografia de Steve Jobs, por Walter Isaacson, me inspirou muito e me fez entender minhas próprias atitudes, desejos e inquietações em relação à estética e ao design, por exemplo. Também fiquei muito feliz em ler o livro Sobre o Amor e Dias de Sol, da Verônica Fantoni, uma amiga querida que tece crônicas e fala sobre o amor como poucos. Fora dos livros, gostei muito de ler sobre grandes projetos do SocialLab como o MirOculus, um aparelho capaz de detectar inúmeros tipos de câncer com apenas uma amostra sanguínea. Na Confeitaria, também li textos incríveis. Não posso deixar de citar o A Passeata é Contra Você, por Renato Kaufmann, um pingo de lucidez em meio a um mar de hipocrisia, num dos momentos mais marcantes dos protestos desse ano. E, claro, não posso deixar de falar da minha fonte de inspiração diária, o Update or Die. Entre os milhares de posts que li e me inspiraram esse ano, dois recentes me marcaram bastante: 11 Paralelos entre o seu Consumo de Comida e de Conteúdo e Por Que o Céu é Escuro se Tem Tanta Estrela Brilhando?, ambos do querido e genial Wagner Brenner.

 

Thaís Resende Gondar, bailarina e sócia fundadora da Bravo Ballet:

“2013 foi um ano emocionalmente denso. E num ano que teve desde despedidas de todos os tipos a nascimentos de projetos idealizados há tempos, a leitura não poderia deixar de ser aquela que mostra as idas e vindas da vida. Amor nos Tempos do Cólera é daqueles clássicos atemporais e que devem ser lidos em qualquer ocasião. No meu caso, teve um algo especial, pois fiz questão de iniciar a leitura em uma viagem a Cartagena. Quando fechei a última páginas, todas as grandes decisões do ano já estavam tomadas”

 

Thiago Blumenthal, autor da Confeitaria e sócio fundador da editora Lote 42:

“Pra mim, nada vai superar as histórias reais do Humans of New York. Mas me refiro à página no Facebook mesmo, já que o livro (ainda) não comprei. Era um projeto que tinha tudo pra ser cafona ou só com mensagens positivas, de gente que tem lição de vida pra dar, etc. E é o contrário disso: é a vida real em relatos simples, sinceros, humanos, e, por isso, cheio de confissões, erros, frustrações, decepções, além, claro, das vitórias pessoais, dos motivos que as fazem felizes. É uma síntese da montanha-russa que é a vida…”

 

 Thiago Thomé, editor de arte e autor da Confeitaria:

“Uma das melhores leituras do ano foram as mini histórias do projeto Humans of New York, de Brandon Stanton. E o romance Gente Pobre, do Dostoiévski, meu autor preferido. Gente Pobre foi o primeiro romance do Dostoiévski, escrito quando ele tinha 25 anos, e o último que faltava para eu ler. A história conta o romance entre um homem de meia-idade e uma jovem órfã injustiçada.”

 

* Imagem: Thiago Thomé.

Nota da Confeitaria: compartilhe também com a gente as suas leituras preferidas de 2013 pelo Instagram usando a hashtag #livrodecabeceira. Vamos adorar acompanhar! Nossos perfis: @confeitariamag e @livrodecabeceira. Saiba mais aqui.

Fabiane Secches
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