Textos

10 de setembro de 2012

Anke Weckmann

Quando fui convidada pra escrever no Confeitaria, fiquei um tempão pensando sobre o que eu poderia escrever. Com tanta gente interessante por aqui, fiquei com medo de não ter nada pra acrescentar.

Depois de muito pensar, percebi que poderia falar do que eu gosto de fazer nas horas vagas: desenhar. E que poderia ser interessante também falar de pessoas, imagens, sites e blogs que me trazem inspiração todos os dias.

Então, hoje, começo com um texto sobre uma ilustradora que me inspira muitíssimo: Anke Weckmann.

E aproveitei para fazer uma pequena entrevista com ela, exclusiva para a Confeitaria.

Anke nasceu na Alemanha, mas, atualmente, trabalha em Londres como freelancer,  ilustrando para publicidade, editoriais e livros. Seus desenhos trazem pessoas e bichinhos fofos, mas não apenas. E ela usa sempre cores vivas e lindas pra finalizar o trabalho.

Além disso, Anke confeciona um monte de produtos especiais e vende tudo no Et.sy.

O que mais me inspira no seu trabalho é a delicadeza e capricho com que ela faz o acabamento de cada desenho. As ilustrações são sempre cheias de elementos e detalhes: é um lacinho aqui, uma florzinha dali, uma plantinha lá e tudo fica mais rico.

Anke também coloca seus personagens em posições meio tortas e esquisitas, tornando o conjunto mais autêntico.

Nessa mini-entrevista, ela conta como decidiu ser ilustradora, quais conselhos que ela daria para quem quer seguir esta profissão e o que mais lhe inspira:

Em qual momento em sua vida você decidiu virar ilustradora e por que?

Eu sempre quis fazer algo criativo, mas nunca tinha certeza do que gostaria de ser. Depois de terminar o colégio, estudei design de moda na Alemanha. Durante esse tempo, percebi que o que eu realmente gostava de fazer era desenhar. Então, decidi me mudar para Londres e estudar ilustração. Agora me parece tão óbvio que eu deveria ter seguido a carreira de ilustradora desde sempre, mas acho que esse meio tempo me deu a absoluta certeza disso. Uma vez que comecei a estudar ilustração, nunca mais olhei pra trás.

Qual conselho você daria para uma pessoa que ser ilustradora?

Trabalhe muito, acredite em si mesmo, não copie os outros – isso fará com que seu trabalho se torne chato. E se exercite também. Do contrário, será fácil você ficar com dores nos ombros, nos punhos e nas costas quando você passar tanto tempo desenhando na sua mesa.

Como é seu processo de criação?

Para os trabalhos editoriais e publicitários, eu costumo começar a desenhar nos meus sketchbooks. Se é um trabalho pessoal, eu gosto de desenhar sem pensar.

Quais ilustradores você tem como referências?

Ilon Wikland, Janosch, Yelena Bryksenkova, Nigel Peake, Julia Pott, Gemma Correll, Mel Stringer, Olimpia Zagnoli, Lucy Knisley, Rebecca Artemisa, Paul Klee, Hanna Konola, Tove Jansson, Anna Emilia Laitinen.

E o que  inspira você?

Formas, palhetas de cores, histórias, comidas, personagens de filmes – tudo que eu acho interessante e que, de alguma forma, posso usar no meu trabalho. Também me inspirio em pessoas que seguem suas paixões e têm coragem de viver uma vida diferente.

 

Quem quiser saber mais sobre o encantador trabalho da Anke, clique e conheça seu site,  blog e flickr.

Renata Miwa
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