Textos

06 de junho de 2012

O Hobbit

Lá e de volta outra vez: porque você deve ler O Hobbit antes de ver o filme.

“Numa toca do chão vivia um hobbit”.

É com essa frase que J.R.R. Tolkien criou o passaporte para uma jornada mágica inigualável.

Escrito para seus filhos, o livro é considerado uma verdadeira obra-prima. Publicado em 1937, já vendeu mais de 50 milhões de cópias em todo o mundo, sendo traduzido em mais de 30 idiomas e é, até hoje, um dos livros mais influentes da nossa geração. Também pudera.

Prelúdio da reconhecida trilogia O Senhor dos Anéis, a história mostra a inesperada aventura de Bilbo Bolseiro, o tio de Frodo, herói da saga que viria a seguir. Ao lado do mago Gandalf, do líder de um grupo de anões, Thorin Escudo de Carvalho e seus 13 companheiros, Bilbo é escalado para resgatar um tesouro roubado pelo temível Smaug, o Dragão.

Já falei o suficiente sem fazer nenhum grande spoiler – afinal, essas informações já estão ali no trailer ou na sinopse do filme, oras. Mas porque raios eu resolvi escrever, logo de cara, uma coluna tentando te convencer a ler O Hobbit?

Bem, antes de qualquer coisa, não quero catequizar, nem arrumar briga com ninguém. Quero apenas que você leia uma história sensacional. Por isso, preparei dois argumentos diferentes – para tipos de leitores diferentes.

Primeiro,um comentário para quem vai assistir a O Hobbit e não é fã do livro — ou nunca mesmo tinha ouvido falar nele antes dessa adaptação para o cinema. E, logo depois, um comentário para quem já conhece a obra e está igualmente apreensivo quanto à produção.

Para quem nunca leu O Hobbit

Mas afinal, o que pode haver de tão interessante em um pequeno hobbit que tem sua casa invadida por um grupo de anões e um mago, até que finalmente se vê embarcando em uma aventura na qual não se voluntariou? Bem… a resposta está na própria pergunta! Esse é o sonho de qualquer um que tenha uma vida extremamente pacata e sem grandes emoções.

Nas quase 300 páginas, você será testemunha de encontros, desencontros, descobertas, mistérios e surpresas, numa aventura que, inclusive, explica melhor algumas passagens d’O Senhor dos Anéis.

Para aqueles fuceiros de livraria que já tiveram a curiosidade de folhear ou ler o prefácio de Senhor dos Anéis, por exemplo, podem esperar algo completamente diferente. Em O Hobbit, Tolkien não se expressa com uma linguagem rebuscada e minuciosa, e sim, usa e abusa de
uma linguagem leve, divertida e envolvente.

Quando eu digo que amei o livro é porque poucas obras que já li ou vi me prenderam tanto a atenção. É isso que me faz ficar bastante ansiosa para a adaptação cinematográfica, que promete muitas sequências de tirar o fôlego.

Para quem já leu O Hobbit

O recado para o pessoal da “minha turminha” que já leu a aventura é para reler o livro até o lançamento do filme, e segurar as pedras caso a adaptação seja um pouquinho diferente do original.

Vamos deixar em mente o fato de que livros e cinemas exigem atenções diferentes, e oferecem um tipo de distração (e de informação) diferentes.
Qualquer transição — aliás, nos dois sentidos, do cinema para a literatura e vice-versa — vai deixar alguma coisa de fora, infelizmente. Mas acredito que toda a magia e a diversão dessa aventura não serão dispensadas do roteiro de jeito nenhum!

Então não vou mais insistir, só fazer um mini-apelo: ainda dá tempo de sobra para ler e reler o livro antes de ver o filme, que será lançado em duas partes — a primeira em dezembro de 2012. Sem desculpas esfarrapadas, hein?

Espero que a leitura de O Hobbit cause em você o mesmo impacto que causou em mim e em Bilbo: a surpresa de uma festa inesperada.

Boa leitura – e em breve, bom filme!

 

*Imagem: Aquarela de David T. Wenzel.

Tatiana Giglio
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